Sobre o Termômetro
Lemos indicadores econômicos do Brasil. Não para prever o futuro — ninguém consegue isso —, mas para entender o presente com um pouco mais de método do que uma manchete permite.
O Termômetro nasceu de uma frustração comum, e prosaica: a maioria das notícias sobre indicadores econômicos repete o número, mas não explica o número. Diz "o IPCA subiu", mas não diz quais grupos subiram, nem por quê, nem o que isso muda. Para quem trabalha com economia — ou simplesmente se importa com o próprio bolso —, isso é pouca coisa.
A gente quis fazer diferente. Cada nota que publicamos é uma leitura: abrimos o indicador, mostramos os componentes, discutimos o método, citamos a fonte e apontamos para a próxima pergunta relevante. Não tentamos ser os mais rápidos. Tentamos ser os mais úteis para quem quer entender de verdade.
O que cobrimos
Cinco grandes áreas, que são também as categorias do nosso arquivo:
- Inflação — IPCA, núcleos, IPCA-15, expectativas.
- Juros — decisões do Copom, comunicações, curva de juros.
- Atividade — PIB, IBC-Br, pesquisa mensal de comércio e serviços.
- Setor externo — câmbio, balança comercial, conta corrente.
- Mercado de trabalho — PNAD Contínua, rendimentos, informalidade.
Sempre que possível, usamos dados primários do IBGE, do Banco Central e do IBRE/FGV. Não compramos relatórios de terceiros e não repostamos notas de assessoria. Se escrevemos sobre um número, fomos até a fonte.
Quem faz
Somos três, em São Paulo, trabalhando nesse projeto nas horas vagas de outros trabalhos em pesquisa e consultoria. Nenhum de nós é dono de "verdade" sobre a economia — mas todos passamos anos lendo essas contas, e achamos que essa experiência pode ser útil para leitores que não têm tempo de abrir o release do IBGE.
Mariana Vaz
Economista, com passagem por instituto de pesquisa em preços. Coordena as leituras de IPCA e PNAD. Cisma com manchetes que confundem taxa e nível.
Rafael Coelho
Analista de mercado por formação. Lê atas do Copom como outros leem romances. Escreve sobre política monetária e câmbio.
Beatriz Ogawa
Mestre em economia aplicada. Cuida das leituras de PIB e indicadores de alta frequência. Defensora convicta de ajuste sazonal.
Como sustentamos o projeto
Por enquanto, do próprio bolso. Não temos anunciantes, não recebemos patrocínio de instituição financeira e não vendemos assinatura. Isso pode mudar um dia — e, se mudar, vamos dizer com clareza, aqui mesmo nesta página, quem paga e o quê. O que não vai mudar é o compromisso de separar claramente análise editorial de qualquer interesse comercial.
Se você quiser conversar sobre o projeto, sugerir uma leitura ou apontar um erro, escreva para [email protected]. É o único endereço que usamos, e quem atende somos nós três, sem intermediário.
O que nos diferencia
Não somos um site de notícias no sentido tradicional. Não cobrimos tudo, não publicamos todo dia, não perseguimos cliques. Somos um projeto editorial de nicho: um pequeno lugar na internet onde indicadores econômicos brasileiros são lidos com calma. É pouco, mas é honesto.