Política editorial
Esta página descreve o jeito de trabalhar do Termômetro. Ela existe menos para cumprir uma formalidade e mais porque acreditamos que método é parte do que torna uma análise confiável.
Fontes
Usamos, sempre que possível, dados primários. Para inflação e mercado de trabalho, o IBGE. Para juros, agregados monetários e câmbio, o Banco Central. Para indicadores de confiança e conjuntura, o IBRE/FGV e a Fundação Getulio Vargas. Quando usamos dados de terceiros — pesquisa Focus, projeções de mercado —, dizemos de onde vieram e em que data.
Não compramos relatórios fechados de bancos ou consultorias. Se citamos um número que vem dessas fontes, é porque o dado foi tornado público em release ou apresentação.
Método
Cada nota segue mais ou menos o mesmo caminho. Primeiro, o número bruto, com a variação e a base de comparação. Depois, a abertura por componente — porque a média quase sempre esconde mais do que revela. Em seguida, a interpretação: o que o número muda, para quem, e por quê. Por fim, a próxima pergunta, isto é, o que observar daqui para a frente.
Não somos donos de uma escola de pensamento. Há decisões de método que tomamos por convicção — por exemplo, dar peso maior a componentes livres de choque administrativo ao ler inflação —, mas tentamos declarar essas escolhas quando elas afetam a leitura.
Correções
Erramos, como qualquer projeto humano. Quando identificamos um erro material — número trocado, cálculo incorreto, fonte citada de forma equivocada —, corrigimos no texto e adicionamos uma nota de atualização no topo, com a data e a descrição do que mudou. Não apagamos o histórico silenciosamente. Se o erro for de interpretação, e não de fato, costumamos publicar uma atualização em vez de reescrever a nota original.
Leitores que identificarem erros podem escrever para [email protected]. Leve-se a sério o que chega — corrigimos o que precisa ser corrigido, independentemente de quem apontou.
Independência e conflitos de interesse
Nenhum dos três autores do Termômetro recebe pagamento de instituição financeira, órgão público ou entidade de classe para escrever o que escreve aqui. Se, eventualmente, um de nós prestar consultoria a um agente econômico cujo interesse esteja diretamente relacionado a uma nota, isso será declarado no texto.
Não há, hoje, patrocinador do projeto. Se isso mudar, a relação comercial será descrita nesta página e em uma nota visível na home. O que não vai mudar é a separação material entre conteúdo editorial e qualquer interesse comercial: nunca vamos escrever uma análise em troca de pagamento, e nunca vamos aceitar condicionar uma leitura a um acordo comercial.
Atualizações e revisões
Dados econômicos são revisados. O IBGE revisa o PIB; a PNAD Contínua sofre ajustes sazonais recalculados. Quando uma revisão relevante altera uma leitura que publicamos, atualizamos a nota e deixamos registrada a data da atualização. A regra é simples: o leitor deve conseguir saber, a qualquer momento, quando um número foi publicado e se foi revisado desde então.
Comentários e participação
O Termômetro não tem seção de comentários aberta. Isso é uma escolha, não um esquecimento. Acreditamos que o debate técnico acontece melhor por e-mail ou em canais dedicados, com identidade, do que em caixas de comentário anônimas. Quem quiser discordar, complementar ou corrigir, nosso endereço está em todos os rodapés.
Esta página
A política editorial é um documento vivo. Sempre que mudarmos algo relevante no jeito de trabalhar, esta página será atualizada, com a data da mudança no início. A versão atual entrou em vigor em julho de 2026.